Qual o limite do Marketing Jurídico para não ferir a ética?

"É permitido o marketing jurídico, desde que exercido de forma compatível com os preceitos éticos e respeitadas as limitações impostas pelo Estatuto da Advocacia, Regulamento Geral, Código de Ética e Disciplina e por este Provimento". Já a “publicidade profissional deve ter caráter meramente informativo e primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão”. Assim prevê, respectivamente em seus Artigos 1º e 3ªo, o recentemente publicado provimento (205/2021) do Conselho Federal da OAB.

Os avanços nas regras para a comunicação do advogado e nas suas estratégias demoraram mais de 20 anos para acontecer. Porém é essencial avaliar cada ação, mantendo em perspectiva, além do regramento em si, a adequação ao público que estamos querendo atingir (linguagem - estilo) e a noção do bom senso. A avaliação deve ser feita, caso a caso, listando o que é EFETIVO e o que SOMA para uma compreensão de especialidade e real aproximação advogado - cliente.



A advocacia precisa ser exercida com base no laço de confiança advogado - cliente. É visto como ético um marketing que organize estratégias a fim de dar transparência as especialidades, região geográfica de atendimento, tamanho da equipe, valores e preceitos que o escritório segue, além de abrir canais para que o cliente entre em contato.

É incrível a quantidade de pessoas, que não fazem a mínima ideia de como encontrar um advogado! Que desconhecem que existem especialistas para cada tipo de demanda e que há advogados próximos e disponíveis para atender.

E este é um dos limites éticos mais centrais: perceber a importância da advocacia para esta pessoa, para este indivíduo que está passando por algum problema em sua família ou empresa.


A OAB preconiza, no Código de Ética, a necessidade de uma relação advogado - cliente, baseada na compreensão da importância do trabalho que o advogado realiza para o coletivo, para a sociedade. E sim, é necessário muito esforço de comunicação, para auxiliar o seu público alvo, seu cliente preferencial, seus alvos a compreenderem e valorizarem o trabalho.


Infelizmente, comunicações superficiais, que induzem ao litígio, que deixem mais dúvidas que esclarecimentos, fazem parte de um marketing não ético. "Excesso de ego, falta de conteúdo e irresponsabilidade são as principais falhas que percebo, como consultora, atuando há 11 anos no mercado jurídico" afirma a consultora e professora Gabriela Fornells.


Vamos falar mais a respeito? Nos enviem suas dúvidas.





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