Especialista ou generalista? Qual é a melhor advocacia?


A história humana coleciona registros de grandes sábios: Sócrates, Da Vinci, Francis Bacon, Thomas Moore. O que eles tinham em comum? Eram polímatas. Polímata é um estudioso que detém grande conhecimento, em diversos assuntos de diversas áreas.

Era mais conveniente e útil ser um polímata na antiguidade: cada área do conhecimento tinha um volume restrito de informações, de formas que se fazia possível, a uma só pessoa, o domínio de diversas facetas da ciência.


Com o tempo, com o desenvolvimento de entidades educacionais e da pesquisa científica, as ciências se tornaram cada vez mais delimitadas e focadas em seus objetos de estudo, isolando-se em áreas específicas e com enorme volume de conhecimento. Em um segundo momento, as ciências experimentaram descobertas tão específicas a ponto de se isolarem. Essa realidade perdurou até o momento em que as especialidades e as ciências sentiram a necessidade de conversar entre si, complementando-se e criando soluções integradas.

O mercado de trabalho refletiu essa evolução, fazendo exigências aos profissionais atentos a esses movimentos. Surgiu o “Profissional Traço”, como o próprio nome simboliza, tem um conhecimento e atuação amplo, porém raso e superficial. Após, as especializações exigiram o “Profissional I”.

Observamos assim, exatamente, a contraposição ao comportamento profissional anterior, com conhecimento específico, focado e profundo.


Seguiu-se com o surgimento do profissional “Profissional T”. Mais uma vez, em representação à letra em referência, é aquele profissional que transita por diversas áreas, mas tem conhecimento específico e focado em uma delas. Hoje, fala-se no “Profissional Y”. Aqui, estamos tratando de um profissional que tem amplo e genérico conhecimento, mas angulados e apontados para aquele específico que domina.


Os advogados também podem se enquadrar como “Traço”, “I”, “T” ou “Y”. Temos os generalistas em “Traço” que fazem aquele primeiro atendimento, mais superficial e sabem resolver boa parte das demandas que lhe são solicitadas. Mas quando se trata de questões específicas, necessariamente têm de indicar outro profissional. Era comum, no passado (e ainda hoje), se ver letreiros do tipo “Dr. Fulano – Cível, Criminal, Trabalhista e Previdenciário”. Temos os especialistas em “I”, que tratam somente de determinado assunto em específico. Qualquer demanda que fuja deste foco de trabalho não será atendida por tal profissional. E existem especialistas áreas até bem incomuns.


Os advogados “T” atendem áreas diversas, mas gostam e se dedicam especificamente a uma área. Em geral, são profissionais em formação de carreira, ainda não estabelecidos.

E os advogados “Y” atendem determinada área, e sabem conduzir o conhecimento generalista para aquela área que dominam. Esses têm sido os mais requisitados nos dias de hoje, inclusive pelas possibilidades mercadológicas.


Mas qual o melhor? Que tipo de profissional tem as melhores chances de se colocar e triunfar no mercado?

Simples: todos eles! Aos generalistas cabe reconhecer não ser possível atender determinadas áreas em específico; aos especialistas cabe reconhecer não ser possível atender outras áreas além da sua expertise. A todos eles cabem mapear o mercado, colocar-se de forma correta frente às oportunidades e, principalmente, exercitar a associação entre os diversos profissionais do mundo jurídico.

Desenvolvimento de estratégia de mercado é nossa especialidade!



Artigo de Daniel Melim Gomes

Advogado e Consultor na DNA Consulting

Siga Daniel no Linkedin https://www.linkedin.com/in/danielmelim/






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